silencia
a ânsia do corpo nu
precipita
a voracidade com os olhos
– devora em silêncio.
em prece fecunda os pátios do prazer.
sorrateiro
espuma sobre o corpo
borbulha
delirante nos mares do rochedo
– mergulha em silêncio.
alastrar-se
na fissura oculta dos beijos
ceifa
os ímpetos de desejo
– coloniza em silêncio.
Alan Félix


















