segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Saudades de Mim


Quando encontrar apenas
labirinto – de mim.
E si perderes no desatino
do meu caminho.
E não saberes
o quão longe é o mundo.

E apavorares
nas bifurcações da minha solidão.
Não grite meu nome,
pois outrora já o esqueci
jogado numa encruzilhada
da minha vida.

Não preciso de nome
nas vias onde corri,
o tempo me clama
por pronomes que não ouvi.
E se queres de verdade
achar-se – em mim,

Procura-me em lugares
que não me vi.
Talvez meus olhos
agora de mármore
Seja passagem
para o que procuras.

Adentra nas cavernas
ainda obscuras
em quê minha alma
resiste em seguir.
Encontre-me em passos
que levaste-me de mim.

Quando sentires
a fragrância de mim
lembre-me dos perfumes
que moras – em mim.
Recolha nos cheiros
que nunca senti,

Aromas que carregue-me
para ti.
Quando não encontrares
á mim
E teus passos
não te ergam para ruas

Que queres
morar em mim.
Quando a saudade
apareceres para mim,
lembres que um dia me perdi - em mim.


(Alan Félix)