terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Alvorada do Amanhecer


Na alvorada do amanhecer,
chegou com os pássaros que migram do norte,
invadindo o latifúndio do coração.

No cio que eclodi o chão (fundiu-se),
ergueu-se feito árvore na imensidão,
lambendo o telhado do céu.

Adentrou a crosta da noite,
enraizando nas estrelas trapezista
as fibras do timbre da aurora.

Com as nuvens costurou um vestido,
vestindo o fim da tarde,
adornando o anoitecer com brilhante.

Quando o olho do céu
lacrimejou a chuva na amplidão
e as lágrimas romperam a cortina do azul.

O chão embriagado vomitou,
tombando a árvore no terreiro do amanhã
fez-se do coração um rio.

(Alan Félix)