quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cartas sem destino...

Querida Elnora,

O encontro de nossos corpos na cama, representou a contemplação do querer. O querer acanhado de nosso encontro naquela rodoviária conturbada às 18h. O horário em que a população retorna ao seu lar. Neste exato horário, você e eu, retornamos ao nosso lar. Um beijo selou o pacto de eternidade. Demos-nos as mãos, seguraste firme a minha, e senti uma confiança de que não iria embora novamente. Entramos naquele ônibus, fiquei em pé ao seu lado, e suas mãos enrolava sobre minha coxa esquerda. Pousei minha mão alegre na sua cabeça, te fiz cafuné. Chegamos ao nosso destino. Caminhamos até minha casa. Confortei-te no muro verde da varanda, comprimir meu corpo ao teu, e um beijo desengonçado escreveu nossa noite. Enveredamos a noite, divertimos, e numa praça florida, afanei uma pequena flor vermelha. A flor na mão, o coração saltitante e palavras despejaram de minha boca. E um simples, SIM. Ecoou de sua boca macia no instante que eu roubava seu suspiro com um beijo. A minha querida, quando repousamos naquela cama, e demos risada da luz do poste invadindo nossa cama. E o ruído da rua assustava você, e seus olhos castanhos inquietos dançavam. O seu corpo aproximava-se do meu, e seu seio acariciava meu corpo. Unimos num momento água e óleo. E adormecemos em conchinha.

(Alan Félix)