quarta-feira, 17 de junho de 2009

A Noite



Nossos corpos entrelaçados
no lençol noturno do amor.

Aguardando o amanhecer
entre beijo e sexo noctívago.

Cobrimos e descobrimos
nossa timidez passageira.

Teu corpo pesa sobre o meu
tal como uma pluma do travesseiro.

Meu corpo pesa sobre o teu
tal como um urso de pelúcia.

Transpiramos o desejo contido,
umedecemos nossos corpos.

Tornamos férteis como campos
de flores, e brotamos ao luar.

Efervescemos ao cai da noite,
ebulimos nossa lascívia.

Absorvemos ao outro,
adormecemos no amanhecer.

(Alan Félix)