terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Esquecimento


Esqueça meu nome,

identidade,

endereço.


Sou daqui e dali,

ando aqui e acolá.


Sou o vento que mexe seu cabelo

e logo levanta a saia de outra.



Sou efêmero,

dissolvo,

viro ovo,

envolvo.


Esqueça meu sobrenome,

genealogia,

telefone.


Ando na estrada do tempo:

velhice,

juventude,

espermatozóide.


Sou a cortina que balança pela manhã,

e o raio solar que dar bom dia.


Sou apenas partida,

nunca chegada.

Por isso, me esqueça, querida.


(Alan Félix)