segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Erupção Cósmica

I
Quando dedilho
o abstrato íntimo
do meu corpo,

acontecem erupções cósmicas em mim,

o ventre torna-se universo,
nascedouro de galáxias, astros e mundos.

II
O dedo lambe
o epicentro
do meu corpo,

eclodindo o cosmo negro no meu gozo,
é como a lua,
fase cheia do meu corpo.

III
É apenas resquício o prazer que sinto.

Escoa úmido
o prazer no buraco negro
do meu universo,

Não há estrelas nesse céu que adormece,
é a saudade do dedo em meu clitóris.

(Alan Félix)