quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Ladeira


Delirante viajava pela ladeira sonâmbula, de repente nossos olhares se embaralharam. As retinas dos olhos trincaram em você. Cega, tateei desesperadamente o ombro do vento para guiar-me até você, mesmo quando você rodopiava num furação de carrossel. Perdida, meus olhos liam seus sinais, suas trilhas, seus labirintos de sossego. Com os pés decalquei seus passos, com as mãos colorir seus gestos, e com o desejo aprisionei você na jaula do olhar, e refém lhe resgate de mim.


Alan Felix.