sexta-feira, 20 de julho de 2012

Nix



Meia noite,
meu corpo talha a noite 
nua no céu de Nix.

As trevas abismais dos homens 
adentram o meu tártaro-útero.

No melancólico ventre da noite 
nuvens envolvem 
a escuridão da vagina.

Atlas, ereto, com seus ombros incansáveis 
sustentam firmemente meu céu.

O dia e a noite se cruzam 
numa penetração de bronze.


Alan Félix