sábado, 21 de maio de 2011

Banquete


moro onde o som silencia-se,
onde a feição pode chamar de lar.

lá no selvagem campo de Deus,
na natureza infinda da voz;

na imensidão dos crimes profanos da paixão.

conjugo cantos, olhares
e mares em que possa velejar.

ofereço-me num altar
banquete para festejar a abstinência do mundo.

Alan Félix