quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cartas sem destino.


Querida Elnora,

O amor foi muito para mim, sempre um fardo, uma maldição titânica de carregar o mundo.
E hoje quando me abraço é sinal que sinto a saudade em mim.
O tempo se fez presente, e a vontade de falar do gramado no jardim é constante. Queria a suavidade do seu perfume, aliviando o peso do ar que respiro. Tem muito em mim que quer verbalizar. Ultimamente a parede anda muda, e a mudez assusta, pois é presságio da solidão.
Não quero me sentir sozinho. Já vivi muito tempo dentro de um casulo, hoje quero voar com você sobre as flores que cobre teu corpo, tuas flores preferidas.
Quero rememorar os perfumes que exalam das superfícies lunares dos teus olhos.
Abre as janelas que cerram ao adormecer, permita que seu corpo seja refúgio do meu.


(Alan Félix)