sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ode da Paixão


O que canta
o canto dos teus olhos.
O que murmura
os cílios acanhados da tua face.

Existem signos indecifráveis
nos campos dos teus lábios.
É rubro como o ardor
que corre nas minhas veias.

Pulsa um universo
dentro de mim
ao encontro do teu corpo nu.

E na nudez
das tuas palavras
faço meu abrigo,
quem sabe ninho.

E cantamos feito pássaro
na amplidão do céu,
e abraçamos as nuvens
no silêncio de nossos corpos.

Meu bem, que constelação
nos guarda na noite calma
de nossas camas.

(Alan Félix)