terça-feira, 2 de março de 2010

Conchinha


Levemente
inclina o corpo, meu bem.

Entreabre
as janelas do teu ventre.

Sorrateiro
desliza as pedras do meu sexo.

Construo muralha,
barragem de teu gozo.

Transbordo
os lençóis subterrâneo do teu orgasmo.

E no invólucro
dos meus braços apalpando os seios

A língua crustáceo
tatear as dunas da tua nuca.

Teus gemidos
liberta-se do beco da garganta.

A carapaça da minha mão
envolver tua barriga de molusco.

Adormeceremos
feito conchinhas do mar.


(Alan Félix)