terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Abra-te o Céu



Abra-te o céu, menina
deixa esse anjo entrar puro.

Derramar no seu mar
o licor de cor translúcido.

Embebedar suas nuvens
com líquido transparente-fogo.

Chover o fogo puro
que libertas das várzeas do seu céu.

Queima o altíssimo,
faz do gozo o entardecer.

Onde o sol esconde,
a lascívia que derrama no fim da tarde.


(Alan Félix)