quarta-feira, 30 de março de 2011

Cachoeira

Adenor Gondim


Se minha vida não é um vapor que navega nesse rio. Então, o que ela é Paraguaçu? Pedras que servem de passada para o vulto do seu passado? Já que seus sobrados servem como vitrine da areia morta na ampulheta da mémoria. Se o vapor não navega mais nesse mar, onde navega minha alma marinheira?

(Alan Félix)

domingo, 27 de março de 2011

Arteira


Esse olhar de arteira,
mandiga de feiticeira,
ginga de capoeira,
preste a domar.

Enrolo nessa teia,
régua da asneira
que vivo a contar.

Anotar o quão distante
vivo nesse lance
de esconder o cantar.

Canto a tristeza
de toda realeza
do verso “não amar”.

Esse olhar de prosa,
verso, rima e bossa,
penetra ao olhar.

Os seus beijos meio Caymi,
Buarque e Vinicius,
sinfonia para orquestrar.

(Alan Félix)